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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Trabalhos em altura e linhas de vida: sua importância e caracterização

Consideradas EPCs – Equipamentos de Protecção Colectiva – e sistemas de implementação prioritária na área dos Trabalhos em Altura, as linhas de vida são, na maior parte dos casos, soluções consideradas complicadas, dispendiosas ou que atrasam e atrapalham a execução das tarefas dos trepadores.

Ora, esta questão não pode estar mais errada por parte dos empregadores ou dos responsáveis pela execução de Trabalhos em Altura, na medida em que as mesmas resolvem de forma clara, prática e segura as diferentes situações de perigo com as quais somos diariamente confrontados, apresentando-se até como a única situação possível para liminarmos ou reduzirmos o risco de queda em altura.

Para tal, torna-se necessário conhecer detalhadamente a tarefa a desempenhar, o ambiente e as condições de trabalho, as máquinas e as ferramentas a utilizar e as prioridades a introduzir para que o trabalho se realize sem qualquer risco de queda. Isto implica uma visita ao local e o levantamento das necessidades inerentes a fim de que se possa apresentar a solução mais apropriada e segura, pois o facto é que existe sempre uma solução técnica, desde que se conheçam bem as diferentes soluções que os fabricantes e especialistas nos colocam ao dispor.

Genericamente, podemos identificar as linhas de vida como Sistemas Colectivos contra Quedas em Altura e que, como o próprio nome indica, possibilitam a sua utilização por dois ou mais técnicos em simultâneo e cuja Normativa actualmente aplicável é a EN795.

Existem linhas de vida do tipo vertical ou horizontal, instaladas de forma fixa ou temporária e em relação às quais são ancorados os Equipamentos de Protecção Individual Anti-Queda, como bloqueadores automáticos, mosquetões, cintas e cordas. Nas linhas de vida verticais encontramos soluções técnicas e fixas do tipo cabo de aço galvanizado ou inox (preferencial) ou do tipo de calha ou carril de alumínio (mais comum), inox ou galvanizado. No que diz respeito às linhas de vida horizontais e fixas, existem mais soluções e que passam pela instalação de cabo de aço inox ou galvanizado,
cabo sintético (novidade) ou calha ou carril de alumínio, inox ou galvanizado, sendo que aqui deverá existir uma maior preocupação quanto à selecção do sistema mais apropriado, tendo em conta se pretendemos obter um simples Sistema de Travamento de Queda ou um Sistema de Posicionamento de Trabalho.

Para além disso, nas situações que envolvam a utilização de linhas de vida fixas, o facto de eventualmente “trabalharmos em suspensão” irá naturalmente implicar que a solução a adoptar será sempre a de carril ou calha, devido ao facto de não existir deformação deste EPC Anti-Queda.

Por último, e como alternativa, poderemos adoptar a instalação de linhas de vida temporárias que, tal como é identificado, são utilizadas durante o tempo de execução dos Trabalhos em Altura e com as diferenças que a seguir indicamos: verticalmente, são utilizadas cordas que permitem o posicionamento e a suspensão simultâneas, sendo que a sua utilização se limita a um técnico de cada vez; horizontalmente, são utilizadas cordas ou cintas que unicamente permitem o travamento da queda (sem posicionamento e/ou suspensão), sendo que a sua utilização pode ser realizada por mais do que um técnico em simultâneo, desde que não se encontrem no mesmo vão de dois pontos de fixação da linha de vida.

Daqui, facilmente se compreende que as soluções existem e que estão à nossa disposição, bastando para isso que haja vontade e cultura de segurança para adequarmos os Sistemas de Protecção Colectiva aos respectivos trabalhos em altura.

Fonte: Revista Segurança

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Trabalho em altura

Boa parte dos acidentes com trabalho em altura poderiam ser evitados. Quando se fala neste tipo de risco geralmente as pessoas leigas no assunto lembram da construção civil. Até mesmo  uma simples troca de lâmpada pode configurar trabalho em altura.
A NR-18 (Norma Regulamentadora) em seu item 18.23.3 tem a seguinte redação: “o cinto de segurança tipo pára-quedista deve ser utilizado em atividades a mais de 2,00m (dois metros) de altura do piso, nas quais haja risco de queda do trabalhador”.
Ou seja a partir desta altura é preciso que existam cuidados especiais para esta  atividade. Abaixo listo alguns procedimentos que podem evitar quedas e acidentes em decorrência do trabalho em altura. É importante que antes mesmo de realizar a atividade o funcionário realize avaliação médica para saber se o mesmo não tem  doenças que possam comprometer sua segurança. Após este procedimento então é necessário treinar o funcionário para que saiba utilizar os EPIs e EPCs fundamentais para o desenvolvimento da atividade.
Em terceiro lugar deve ser planejado como o trabalhador acessará o local que irá trabalhar, contemplando principalmente escadas e andaimes projetados para agüentar o peso do trabalhador e outras cargas envolvidas na operação, ancoragem e fixação e estrutura para fixar o cinto de segurança que seja independente da estrutura de trabalho.
O planejamento da atividade deve ser feito com detalhes desde a chegada do material ao local até a liberação do mesmo. A opinião do trabalhador que irá executar a atividade deve ser levada em conta para realizar um bom planejamento. E por último devem ser avaliados os arredores da operação.  E se necessário isolar a área abaixo e realizar isolamento da rede elétrica. Se todas as atividades de trabalho em altura seguissem este roteiro o numero de acidentes poderia ser reduzido drasticamente.

Por Giovani Savi